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Estação Taveira - partida para a grande viagem


Araçatuba possui um bairro rural que em seus primórdios se chamava Potiguar. Para homenagear alguém ligado à construção da ferrovia, foi batizado de Estação Eng.º Taveira. Não se trata de pequenas propriedades rurais, mas de um núcleo urbano. Ele resiste ao tempo, com suas 400 casas, várias igrejas, aproximadamente 2 mil habitantes.

Taveira se liga com Araçatuba por rodovia asfaltada,  tem água encanada, base comunitária da Polícia Militar, Unidade Básica de Saúde, creche e escola municipal, além da escola estadual com ensino médio. Em todos os anos, recebe temporiariamente trabalhadores contratados noutros estados pela Destilaria Alcoolazul, que fica nas proximidades.   

Atualmente, se instalou na estrada vicinal que liga Taveira a Araçatuba as Faculdades Integradas de Angeles. E no bairro está instalado um clube de aeromodelismo.   

Em campanhas eleitorais, o progresso de Taveira é sempre lembrado e prometido, mas o grande problema do lugar é legalizar a propriedade dos terrenos. O loteamento malcomeçado há muitos anos reflete na situação do bairro. O prefeito Cido Sério (PT), assim que assumiu a Prefeitura de Araçatuba em 2009, inscreveu o município no Programa Cidade Legal, cujo objetivo é legalizar a propriedade de terrenos urbanos, passando aos moradores a escritura. E Eng.º Taveira faz parte do projeto. 

Enquanto os problemas maiores estão sendo gestados para que as soluções apareçam, cumprindo uma proposta do Plano de Governo do segundo mandato do prefeito Cido Sério (PT), encabeçado pela Secretaria municipal de Cultura, a administração municipal quer transformar Eng.º Taveira num polo turístico-cultural.

Assim o secretário Hélio Consolaro tem abraçado a ideia pessoalmente, acompanhado de sua secretaria e das secretarias de Assistência Social, Participação Cidadã, do Desenvolvimento Agroindustrial, começando um trabalho de mobilização da população local.

Assim, no próximo domingo, haverá a primeira manifestação do projeto Estação Taveira, ou seja, a realização de uma feira com 20 expositores, em que será posto à venda produtos artesanais, alimentos e produtos agrícolas. O prefeito Cido Sério estará presente para conversar com a população.

POR QUE ESTAÇÃO TAVEIRA?

O prédio da estação da ferrovia que se chamava Potiguar encontra-se ainda no bairro, bem na área central, beirando a rodovia asfaltada que corta Taveira. Ela é o ícone da história do bairro, de sua fundação.

O projeto Estação Taveira quer restaurar o prédio, que atualmente é ocupado por descendentes da primeira família moradora do local, que prestava serviços à ferrovia. A recuperação do local inclui a construção de uma casa para remover a família, para não deixá-la sem teto, e a urbanização para que a feira se torne permanente.

Então, caro leitor, no domingo, 05 de maio de 2013, você tem um encontro marcado com a Estação Taveira, a partir das 9h, porque queremos fazer do local um ponto de encontro da população araçatubense.          

Um pouco de história  

Situação atual da estação Taveira
E. F. Noroeste do Brasil (1927-1962)
ENGENHEIRO TAVEIRA
Município de Araçatuba, SP
Linha-tronco original - km 290,828 Ramal de Lussanvira - km 10,546
SP-0334
Altitude: 376 m
Inauguração: 15.05.1927
Uso atual: moradia
Sem trilhos
Data de construção do prédio atual: n/d

O ramal de Lussanvira era parte do tronco da Noroeste até pelo menos 1940, quando a variante mais ao sul foi terminada, ligando Araçatuba a Jupiá. O trecho foi abandonado por passar por uma zona de malária muito intensa, onde prevalecia o impaludismo, causando problemas para os ferroviários e moradores da região. Nesse ano, o trecho entre Lussanvira e Jupiá foi suprimido, pois era o que apresentava piores condições para tráfego e povoamento. Por volta de 1962, o ramal foi definitivamente extinto, e todo o trecho junto a Lussanvira, incluindo a própria estação, foi submergido pela construção da represa de Três Irmãos.

A estação

A estação de Engenheiro Taveira foi aberta no tronco da Noroeste em 1927, com o nome de Potiguara. Em 1931, o posto ganhou o nome atual, homenageando um engenheiro da Noroeste da época da sua construção. Em 1940, passou a fazer parte do ramal de Lussanvira. Foi desativada em 1962, com o ramal. Em 1988, a estação estava ocupada por lavradores de cana como moradia. Em 2009 continuava em pé, ainda como moradia, bastante deteriorada.