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Queima do Alho movimenta Recinto de Exposições

Araçatuba, 18/04/2011 – O Centro de Tradições Culturais de Araçatuba, com o apoio do Governo Municipal, realizou o III Circuito da Queima do Alho do Interior Paulista, neste domingo (17), no Recinto de Exposições Clibas de Almeida Prado. O encontro reuniu aproximadamente 700 pessoas de Araçatuba e região para um almoço e apresentações culturais.
Berranteiros se apresentam no palco da Queima do Alho
As secretarias municipais de Educação e de Cultura tiveram participação na organização do evento. O almoço foi preparado por cinco comitivas da região, representando as cidades de Guararapes, Bento de Abreu e Araçatuba. Os integrantes prepararam a refeição, composta por arroz carreteiro, feijão tropeiro e farofa, sob observação de jurados, que avaliaram o modo de cozinhar.
A comitiva Anhangaí serve Sr. Nélson,  da  Cia. de  Reis Estrela  d'Alva
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Ao final, venceu a comitiva Anhangaí, de Araçatuba. Ela somou 143 pontos, seguida por outra comitiva da mesma cidade, a Fogão de Lenha (138 pontos), e por uma de Bento de Abreu, a São Francisco (135 pontos). A primeira colocada foi classificada para disputar a Queima do Alho da Festa do Peão de Barretos, a ser realizada em agosto.

Tradição
A presidente do Centro de Tradições Culturais, Cláudia Colli, destacou a importância do evento. “A Queima do Alho vem para resgatar as tradições rurais e preservar essa cultura”, disse. Segundo Cláudia, a renda obtida com a realização do evento será revertida para a construção do Ponto Permanente do Peão e da Capela de Santos Reis, em Araçatuba.
Durante a Queima do Alho houve apresentação de violeiros, berranteiros, catira e exposição de artesanato. Na ocasião, a chefe de Gabinete da Prefeitura, Marta Dourado, e a secretária de Assistência Social, Cidinha Lacerda, representaram o prefeito Cido Sério. Também estiveram presentes o presidente da Câmara dos Vereadores, Cido Saraiva (PMDB), e a vereadora Durvalina Garcia (PT).
Público presente

QUE É QUEIMA DO ALHO?
Trata-se de um concurso culinário, em que o vencedor é o cozinheiro que prepara a melhor refeição à moda dos tropeiros, no menor espaço de tempo.

O prato é composto de: arroz carreteiro feijão tropeiro, couve e churrasco e é feito em fogão improvisado, bem próximo ao chão.

A história deste ritual data dos tempos em que os tropeiros viajavam para vender seus bois. Os grupos eram compostos por um cozinheiro, um ajudante de cozinha e peões. Como as viagens eram longas, duravam entre três e quatro meses, os cozinheiros tinham a preocupação de trazer no lombo dos animais, alimentos não perecíveis, conservados no sal grosso.

Barretos era o ponto final desta longa jornada, por ser um grande mercado de compra de bois. Assim começou a competição entre os cozinheiros para ver quem faz o prato mais saboroso e mais rápido.
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Anderson Soares – Assessor de Imprensa 
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