Pesquisar este blog

Araçatuba vai comemorar os 30 anos de anistia


A presidenta Edna Flor, professor Euclides G.P. de Almeida, Hélio Consolaro e Mauro Rico


Em 28 de agosto de 1979, o Congresso Nacional rejeitou as emendas da oposição e aprovou o projeto enviado pelo Executivo para a legislação que anistiaria cidadãos acusados de cometer crimes políticos durante o regime militar.



A lei 6.683 de 1979 foi sancionada por João Batista Figueiredo, o último dos presidentes do período da ditadura militar (1964-1985).


Foram enquadrados na lei 4.650 pessoas e lideranças políticas exiladas puderam retornar ao país. Não foram anistiados participantes da resistência armada -"condenados pela prática de crimes de terrorismo, assalto, sequestro e atentado pessoal" - nem contemplou dispositivo que permitisse o conhecimento dos casos de oposicionistas mortos ou desaparecidos.


EM ARAÇATUBA: LIBERDADE PARA SEMPRE


Araçatuba não ficou de fora desta luta, houve na cidade alguns presos políticos, como o secretário da Cultura Hélio Consolaro. Por isso, apoiando o projeto do professor Euclides Garcia Paes de Almeida, tendo apoio técnico de Mauro Rico, a Secretaria da Cultura e a Câmara Municipal de Araçatuba farão realizar uma exposição de painéis, com filmes, ciclos de palestras e peça teatral na Casa do Advogado, entre 30 de novembro a 13 de dezembro, participando da agenda do aniversário de Araçatuba. O evento terá como título "Liberdade para Sempre".


O formato do evento foi definido ontem, 20/10, numa reunião no gabinete da presidenta da Câmara Municipal de Araçatuba, a advogada Edna Flor, militante aguerrida dos direitos humanos.  Aguarde a programação.