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Maria Gadú agita público na Virada Cultural Paulista



O final de semana na cidade foi marcado por diversos shows, entre eles o da cantora e compositora Maria Gadú que esteve no palco da Virada Cultural Paulista em Araçatuba, no sábado (21), na Avenida dos Araças.

O show foi marcado por hits como "shimbalaiê", "Linda Rosa" e "A História de Lily Braun". Em suas redes sociais a cantora falou um pouco sobre o show de Araçatuba "energia! Isso descreve o show de Araçatuba!!! Linda participação da plateia que bradava cantos a favor das igualdades!!!!”

Confira a entrevista que a cantora deu em uma coletiva de imprensa realizada minutos antes de seu show!

Viviane Fernandes (SBT): “Eu queria que você falasse um pouco desse evento, que é um evento de diversidade cultural de diversidade artística, você considera isso importante?”.
Maria Gadú: “Absolutamente! Esse lance da arte ser acessível pra a população e disso partir de uma coisa é, tem haver também com o lance  dos ministérios que a gente tá brigando. A abordagem do ministério da cultura é cuida exatamente disso  de trazer a arte e  tirar a arte do comercio que é deixar de ser entretenimento e virar cultura que é isso, fazer show na praça pra galera.”

Pedro Gandra (Secretaria de Comunicação): “O que se apresentar na virada cultural como uma das atrações principais significa pra você?”.
Maria Gadú: “Ah, não consigo classificar esse lance de pódio de atração, acho que todas as atrações são principais, esse que é o lance legal da diversidade né, você tem um dia inteiro de atrações diferente que abordam vários temas musicais, tocam pra tribos diferentes enfim, acho que é só questão de horário. Fico feliz de estar aqui! (risos)”.

Thalia Paro (Secretaria de Cultura): “Qual a sua inspiração para compor? De onde vem a inspiração, de onde você busca a inspiração para compor todas as suas músicas que são muito boas?”
Maria Gadú: “Obrigada! (risos). Ah, no dia a dia normal tenho uma vida, sei lá, cotidiana bem comum e leio muito, gosto muito de ler, é acho que a leitura trás pra gente esses artifícios pra você escrever, esse lance do vocabulário é importante a leitura abre pra você formas diferentes pra você conseguir expor  um sentimento, e o amor é o sentimento que todo mundo sente e existem mil maneiras de falar sobre o amor, mil palavras  pra colocar, figuras de linguagem, enfim, acho que a leitura sempre me deu um portal, assim, bacana. Mas o dia a dia me inspira, tá vivo né, tá bom. (risos)”

Thalia Paro (Secretaria de Cultura): “Existe alguma diferença entre o público aqui do interior e o público da capital? O que você acha?”.
Maria Gadú: “Acho que é uma pequena diferença, é só pelo lance de você, eu sou da capital, sou de São Paulo capital e você tem acesso a muitas coisas o tempo inteiro, e fica até difícil de você escolher o que você quer ver né. Em uma sexta-feira, em um sábado tem sei lá, uns cinquenta shows acontecendo espalhados pela cidade, enfim, acho que no interior a oferta é menor né, então eu vejo o pessoal mais saudoso, mais sedento às vezes até, porque infelizmente a gente fica mesmo pelas capitais né, tem mais acesso pra gente fazer também, mais estrutura, os espetáculos chegam com mais facilidade, então você chega no interior e a galera tá nossa nunca veio né? Estava na hora. É essa a sensação, é bom.(risos)!”

Canal do YouTube (Deixa Rolar): Maria Gadú, quinto CD, Guelã. Como que foi fazer esse CD, qual que foi sua inspiração para compor as músicas desse quinto trabalho?
Maria Gadú: “É quinto mais é de estúdio, de álbum, esse é o terceiro, tenho um DVD, um álbum nosso na verdade é uma compilação de coisas que eu gravei fora da minha discografia e que foi bom também porque eu fiquei quatro anos sem querer gravar nada, justamente por não querer fazer nem um placebo, sabe não ter que bater uma carteira, eu tenho que entregar um disco, tenho que entregar um álbum, se eu não tiver segura, não tiver satisfeita ou com uma material que eu acho relevante não vou fazer né, então esse álbum é mais o menos isso  eu fiquei esse processo de quatro anos compondo, reunindo sonoridades e voltei a estudar música e ai a hora que eu senti segurança ele veio. Esse processo foi bem  passo a passo, bem lento.”   

Canal do YouTube (Deixa Rolar):  “Na capa do CD tem um anjo, né? Uma mulher com asas de anjo. A Maria Gadú é anjo?
Maria Gadú: “Não! (risos). Definitivamente não. Ninguém é né? Anjo é um símbolo de uma coisa que a gente projeta que seria bom, mas acho que todo mundo tem que ter o yin e o yang né, que faz o equilíbrio da gente ser legal, da gente não ser também”.