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Marta Suplicy comemora adesões de estatais ao vale-cultura

Em entrevista exclusiva ao 247, ministra da Cultura conta que reunião com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e com dirigentes de estatais nesta segunda-feira foi "pontapé inicial" para a concretização do programa, que garante aos trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos o benefício de R$ 50 para entradas em teatro, cinema e compra de produtos culturais; "O Lula garantiu as três refeições diárias. A Dilma deu grandes passos no Minha Casa Minha Vida. Mas o povo também tem fome de cultura e agora damos esse avanço com o vale-cultura, que é o alimento para a alma", disse Marta Suplicy

Gisele Federicce _247 – Foi dado nesta segunda-feira 17 o pontapé inicial para a concretização do programa vale-cultura, que concede o benefício de R$ 50 a trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos. Em entrevista exclusiva ao 247, a ministra da Cultura, Marta Suplicy, relatou seu encontro com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e com dirigentes de estatais, para quem foi apresentado o programa, no Palácio do Planalto.

"Todos agora estão no mesmo time, de fazer um esforço coletivo para garantir entradas com o vale-cultura para seus funcionários", disse a ministra, em entrevista por telefone. A empresa mais adiantada, segundo ela, é a Embrapa, que já acertou o benefício aos empregados. Outras buscam mais informações sobre como proceder, a exemplo dos Correios. "Essa adesão maciça é um estímulo para as outras empresas", avalia Marta.

Uma novidade surgida hoje, segundo a ministra da Cultura, foi a sugestão, pela Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social), de discutir a entrada dos terceirizados também no benefício. Para a ministra, o programa é um "novo passo de melhoria de vida para a população mais carente" e que terá grande impacto também na produção cultural do País.

"Eu acho que o Lula garantiu as três refeições diárias. A Dilma deu grandes passos no Minha Casa Minha Vida. Mas a partir do básico, o povo também tem fome de cultura e agora damos esse avanço com o vale-cultura, que é o alimento para a alma", disse Marta Suplicy, em referência ao antecessor e à atual presidente da República, Dilma Rousseff. O vale-cultura vem para quem "tem vontade de consumir cultura, mas não tem recursos", acrescentou.

Um dos principais passos, agora, é falar com as empresas privadas. "Está tudo caminhando", declarou Marta ao 247. Segundo ela, três coisas estão em progresso: a votação da medida provisória do programa, no Congresso Nacional, o decreto presidencial e em seguida as portarias. "Agora o decreto já está sendo elaborado, a MP já está no Congresso e as portarias já estão praticamente prontas", explicou a ministra.


Similar a um vale-transporte ou vale-refeição, o vale-cultura tem como objetivo garantir meios de acesso e participação em atividades culturais desenvolvidas no Brasil. O trabalhador receberá um cartão magnético, complementar ao salário, que poderá usar para entrar em teatros, cinemas, comprar livros, CDs e consumir outros produtos culturais. O vale mensal será de R$ 50. A previsão é que os beneficiários usem o vale a partir do segundo semestre de 2013.