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REVISITANDO ARAÇATUBA: Olímpio Bezerra

Em criança, ele fazia desenhos com carvão nas paredes e muros de sua casa. Mais tarde, participaria de bienais e salão de artes por todo o país. Seu nome é Olímpio dos Santos Bezerra. Nasceu em Araçatuba em 26 de julho de 1951. Por retratar temas religiosos, o artista plástico ganhou o apelido de “Santeiro”.

Tela de Olímpio Bezerra


A entrada é gratuita e o público poderá apreciar as obras do artista de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h, e aos sábados, das 10h às 13h. A Galeria fica na rua Cristiano Olsen, 632, centro. Além da Estoque Tintas, a exposição tem o apoio do Departamento de Turismo da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e do jornal Folha da Região.


Informações sobre Bezerra podem ser conferidas na sua página oficial na internet, cujo endereço é http://www.olimpiobezerra.com.br/. Lá, está sua biografia, abaixo reproduzida:

Olímpio dos Santos Bezerra nasceu em Araçatuba, interior de São Paulo, em 26 de julho de 1951. Filho de pais lavradores passou a infância em fazendas da região na lida com o gado e na plantação de algodão e café. É desse período sua grande inspiração. Recorda, quando criança, os desenhos que fazia com carvão nas paredes e muros de sua casa e, nas casas da vizinhança, o que lhe rendeu algumas surras do pai. Descobriu as cores quando encontrou no lixo restos de tintas jogados por uma empresa cerâmica instalada na região. A empresa, sem saber, passou a fornecer-lhe as tintas. Os primeiros pincéis usados pelo artista foram feitos de crina e rabo de cavalo. Ao longo dos seus quase 40 anos de vida artística, começou na infância, participou de inúmeras bienais e salões de artes, recebendo muitos prêmios. Em visita ao Pantanal mato-grossense há 25 anos, decidiu fixar residência em Cuiabá, cidade que adotou. Hoje se considera um cuiabano de coração ou como diz: um legítimo “pau-fincado”. Casado com Maria Nercina, é pai de uma filha - Mariana, que já segue os passos do pai. É da família que recebe o apóio e a força para continuar na profissão. Ecologista convicto participou de inúmeras campanhas envolvendo o meio-ambiente no Estado. Celebrado e com muitos admiradores possui trabalhos espalhados em diversos países. Além do meio-ambiente, outras de sua inspiração são as festas de santo e os oratórios feitos de madeira reciclada, o que lhe rendeu o título de “Santeiro”. Na mais recente exposição, ocorrida no SESC-Arsenal (setembro/2006), intitulada “Lembranças”, o artista faz um “resgate” das memórias da infância relembrando em suas telas esse período tão importante em sua (nossa) vida. O disco de vinil, tão em desuso pelo progresso, é utilizado como tela, que nas palavras do artista: “Disco é cultura e cultura não se destrói”. Segundo ele, o progresso também nos trouxe muitos problemas: “[...] onde era rua hoje temos asfalto; onde antes havia casarões antigos hoje existem prédios; antes tínhamos carros-de-boi hoje são carros e caminhões; onde havia rios hoje só há poluição, agora só nos restam lembranças de um período em que viver era simples como a vida no interior”.

Anderson Augusto Soares (especial para blog da Cultura) Assessoria PMA
Atualmente mora em Cuiabá (MG). O retorno à sua cidade natal será marcado por uma exposição com abertura oficial nesta segunda-feira (30), às 20h, na Galeria Estoque Tintas. A mostra ficará exposta até o dia 23 de dezembro, em evento que faz parte das comemorações aos 101 anos de Araçatuba.