Pesquisar este blog

Chico Pinheiro celebra Araçatuba

... Trata-se de um grande engano dizer que não apareceu ninguém melhor do que nossa geração. Chico Pinheiro é um bom exemplo disso.Edu Lobo

Na terça-feira, 1.º/12/2009, 23h, teremos em Araçatuba, celebrando os 101 anos da cidade  o cantor e compositor Chico Pinheiro com show na praça Olímpica. Ele virá com sua banda e terá a participação especial de Luciana Alves, além do fino da música instrumental brasileira, como:
Chico Pinheiro - voz, violão
Luciana Alves - voz
Fábio Torres - piano
Marcelo Mariano - baixo
Edu Ribeiro - bateria
A presença dele se deve à Secretaria Estadual da Cultura (PROAC) com contrapartida da Secretaria Municipal. Será uma ótima oportunidade para quem aprecia MPB.

Ele esteve em Araçatuba na última Virada Cultural.

Que escreveu a revista Veja sobre o artista

Chico Pinheiro é um belo instrumentista. Violonista e guitarrista, em suas músicas Pinheiro desfila um leque de influências que vai do violonista Baden Powell ao guitarrista americano Pat Metheny. Ele também é um compositor de alta patente. Suas músicas têm harmonias intrincadas – “aquele samba de quem estudou na Berklee College of Music”, definiu certa vez o crítico Nelson Motta – mas são de fácil assimilação. Em suma, agrada do fã de MPB tradicional ao admirador das melodias mais simples dos Los Hermanos. As qualidades estão presentes nos discos por Pinheiro: Meia-Noite, Meio-Dia (2003), Chico Pinheiro (2005) e Nova (2007) – este último ao lado do também guitarrista Anthony Wilson.

Pinheiro toca violão desde os sete anos de idade. Suas primeiras influências foram artistas de rock’n’roll, como Elvis Presley e Beatles, e rock progressivo – sua mãe era uma “devoradora” dos grupos Emerson, Lake &; Palmer e Yes. Com o passar do tempo, Pinheiro descobriu e se apaixonou pela música brasileira. A primeira experiência importante de sua carreira aconteceu na segunda metade dos anos 90, quando Pinheiro integrou a banda de Chico César. O músico saiu do grupo pouco tempo antes de César estourar nas paradas com músicas como Mama África e À Primeira Vista. Pinheiro, no entanto, preferiu estudar na Berklee School of Music.


De volta ao Brasil, ele integrou a banda dos cantores Jair Rodrigues e Pedro Mariano. Além disso, participou de alguns shows do pianista, arranjador e compositor César Camargo Mariano. Há oito anos, Pinheiro se lançou como artista solo. Mostrou suas composições no bar Supremo, em São Paulo. Ele também participou do último festival da música brasileira, exibido pela Rede Globo, com a canção Desde o Primeiro Dia. Pinheiro não é apenas um grande músico, mas um bandleader criterioso. A banda que o acompanha traz duas grandes vocalistas, Luciana Alves e Tatiana Parra, além do fino da música instrumental brasileira. O baixista Marcelo Mariano, por exemplo, integrou os grupos de Lenine, Djavan e Ed Motta; o pianista Fabio Torres acompanha a cantora Rosa Passos e o baterista Edu Ribeiro toca na banda do violonista Toquinho.


Meia-Noite, Meio-Dia, disco de estréia de Pinheiro, foi lançado em 2003. Ganhou boas críticas, mas como saiu por um selo pequeno, esbarrou na fraca distribuição. Mesmo assim, conquistou admiradores de primeira hora como o guitarrista Anthony Wilson – da banda de Diana Krall –, o compositor Edu Lobo e a maestrina Maria Schneider. Dois anos depois, Pinheiro lançou um disco homônimo pela gravadora Biscoito Fino. Neste álbum, ele “estreou” como cantor (no disco anterior, as músicas eram interpretadas por Luciana Alves e pela filha de Elis Regina). O álbum caiu então no gosto de dois craques do jazz americano: o pianista Brad Mehldau e o saxofonista Bob Mintzer. Nova, seu disco mais recente, saiu no final de 2007. Neste ano, além de duas turnês extensas pelos Estados Unidos e pela Europa, Pinheiro participou de San Francisco, disco da cantora Fleurine – mulher de Mehldau.
Mais informações: http://www.chicopinheiro.com.br/